Deformidade em que uma vértebra desliza sobre a outra, provocando desalinhamento da coluna e, em alguns casos, compressão dos nervos.
Uma vértebra escorrega (em geral para frente) em relação à de baixo, causando desalinhamento. Ocorre mais nos dois últimos segmentos lombares, entre L4-L5 e L5-S1.
É classificada conforme o deslocamento: grau I (mais leve, menos de 25%) até grau IV (mais grave, acima de 75%).
O tratamento inicial controla a dor com medicação, exercícios e fisioterapia, podendo incluir bloqueios. Quando a dor é localizada na coluna, raramente se indica cirurgia; quando é irradiada (radiculopatia/ciática), a cirurgia torna-se mais necessária.
Reservada aos casos graves ou sem resposta aos demais tratamentos. Os nervos comprimidos são liberados (descompressão) e a vértebra instável é fixada por via anterior (ALIF) ou posterior (MIS TLIF), com implantes de titânio e enxerto ósseo para promover a fusão.
Tratada precocemente e de forma adequada, em geral não causa incapacidade nem invalidez. O essencial é a indicação correta no momento certo, preservando a função neurológica e a estabilidade da coluna.