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Doença da coluna

Espondilolistese

Deformidade em que uma vértebra desliza sobre a outra, provocando desalinhamento da coluna e, em alguns casos, compressão dos nervos.

O que é?

Uma vértebra escorrega (em geral para frente) em relação à de baixo, causando desalinhamento. Ocorre mais nos dois últimos segmentos lombares, entre L4-L5 e L5-S1.

Graus

É classificada conforme o deslocamento: grau I (mais leve, menos de 25%) até grau IV (mais grave, acima de 75%).

Quais os sintomas?

  • Lombalgia crônica e dor ciática
  • Rigidez nas costas e fraqueza nas pernas
  • Dormência ou formigamento
  • Dificuldade para caminhar ou ficar muito tempo em pé

Quais os tipos?

  • Displásica — falha no istmo da vértebra (lise da pars), no segmento L5-S1, em adultos jovens
  • Degenerativa — por desgaste dos discos, no segmento L4-L5, mais comum em mulheres
  • Traumática — decorrente de fratura ou lesão por compressão

Quais os tratamentos?

O tratamento inicial controla a dor com medicação, exercícios e fisioterapia, podendo incluir bloqueios. Quando a dor é localizada na coluna, raramente se indica cirurgia; quando é irradiada (radiculopatia/ciática), a cirurgia torna-se mais necessária.

Cirurgia

Reservada aos casos graves ou sem resposta aos demais tratamentos. Os nervos comprimidos são liberados (descompressão) e a vértebra instável é fixada por via anterior (ALIF) ou posterior (MIS TLIF), com implantes de titânio e enxerto ósseo para promover a fusão.

É incapacitante? Pode aposentar?

Tratada precocemente e de forma adequada, em geral não causa incapacidade nem invalidez. O essencial é a indicação correta no momento certo, preservando a função neurológica e a estabilidade da coluna.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento são sempre individualizados.